sexta-feira, 31 de agosto de 2012

terça-feira, 25 de janeiro de 2011

Para um amor.



É noite, escrevo como se a febre de meus sentimentos  resolvesse com palavras.

Insisto em trocar os nomes, às cousas.
A solução é o problema!
A certeza é o incerto!
Carrego cores, livros, palavras e um punhado de jasmim...
Um desejo em trazer as pessoas comigo.
Carrego suspiros por um Poeta.
E o seu encantamento me faz querer morder sua boca e comer suas palavras!


Em paz, vou sincronizando meus passos, com a batida do meu coração.
Uma mistura de Maracatu com Samba.
Luto contra meus medos enraizados na banalização do amor.

Vejo que o amor é a denominação comercial para o medicamento que nos permite viver com essa doença crônica, esse medo. Medo da paixão que adentra cada poro da pele, que nos vence e que queremos que nos arrebatem. O medo que temos em perder o chão por debaixo dos pés, que não consigamos comandar o pensamento, de assumir um sorriso bobo, de confessar que precisa do outro, que nos tornemos meros instrumentos de uma vontade maior.
O amor é aquilo que nos permite ir respirando aos poucos e ir vivendo aos bocadinhos.

Cuido da vida, e rego as flores.
E sigo por vezes sem compreender
A doçura de saber que ninguém entende,
(nem eu, meus caros, nem eu).
É o que me faz acordar todas as manhãs.

quinta-feira, 10 de dezembro de 2009

E como quem entra sem bater...

Ele entrou, pensei que ia ficar. Mas, logo se despediu!

Tenho que ir, porém, antes vou deixar algumas palavras soltas, meio bobas.
Mas, coisas bobas são boas. Observei. Apenas não há céu para os idiotas!
Um disparate: Não quero ir pro céu.

Ele questiona:
- Para onde você quer ir?
Sem você será chato e triste. Só vou pro céu se você for!
Minha alma revira, exponho:

- Pra qualquer lugar onde tenha samba...

Onde tenha música alta.
Quero Batuque.
Quero Axé!
No céu todo mundo igual, o mesmo louvor, com o cabelo no lugar.
Quero cores, sabores. Deixa o céu pra quem briga pela vaga.
Vamos pro samba, pro Rock!
Pro céu não vou mesmo. Quero não!
Todo mundo de branco, falando baixinho.
Quero carnavalizar.
Quero maracatu!

Ele me interrompe, antes que suas palavras corressem entre palavras.

- Queria ter te conhecido antes, muito antes.
 ...
Pra que nenhum de nós tivéssemos pudores ou cicatrizes...
Queria ter estado com você quando seu coração descobriu o que era amor:
Quando seu corpo descobriu o que era desejo. E antes que pudesse sofrer eu estaria do seu lado.
Juntos teríamos aprendido os ensinos da vida, do coração.
Quando suas esperanças começaram a nascer!
Quando seus sonhos ainda eram puros e seus ideais ainda ingênuos.
Pena termos nos encontrado só agora, Já com os corações viciados em outros amores.
Com uma imagem meio falsa do que é felicidade.

Um beijo de boa noite.

Eu que falava sem parar...

Fiquei sem palavras, mas com todas elas.

segunda-feira, 2 de novembro de 2009

Um conto, como um canto!


Uma densa chuva cai lá fora...

E assim como a água que corre para os bueiros, minhas palavras chegam até ela.

Teu corpo.
Teus cabelos.
Tua luz.

Forte luz que faz estremecer todos os meus instintos e não querer mais nada, alem daqueles lábios nos meus.

Saliva.
Suor.
Cerveja.
Pele macia, cheiro de flor!
O rebolado.
O rosto de porcelana.
...

As costas que carrega o peso do mundo e por fim o coração lindo. Que palpita sem parar pelo que a alma anseia pelo que satisfaz.
Muito mais do que gemidos e sussurros ao pé do ouvido que me enchem de tesão, preciso do sentimento de quem sabe o que quer.
A chuva corre, carrega consigo todo o desejo que posso suportar. Tão pouco e úmido, mas agora, somente dela.

Na minha cama.
Na minha língua.
No meu colo.

E nesse bar...

(Mariana.)

segunda-feira, 6 de julho de 2009

Colore minha vida!

Tentando {re}colorir tudo.

Mas levaram minhas tintas.

– A moça diz que lhe falta os pinceis.
E à vida é mesmo assim:
proporciona e arrasta!




"Só ficou a preta e a branca aqui, as vezes eu acho um pouco de marrom...
Nada de azul, verde, rosa ou amarelo.”

Diz a moça.

Saudade de tuas cores pra enfeitar minha vida.
Tuas cores suaves da tranqüilidade.

Dos tons da aquarela.
Do teu azul-sorriso que se misturava com meu amarelo.
Se fez feliz num clarear de verde-tão-alegre!!!
Mudávamos as nuances como brincadeira entre um abraço e outro. Guardávamos as mais fortes para misturar com o branco, que logo se desfazia.
Doce ilusão. Acorda... Branco é branco menina!
E hoje quem escreve é Vanessa mesmo.

A flor tatuada carrega algumas feridas abertas, sem forças pra chegar até aqui!

"Eu grito mudo, mas continuo gritando"

- Diz a moça.
(A moça que também sente)

Só sei que dói.
Sinto que algo foi arrancado/desbotado, ou de fato não levaram nada?
Porque nada realmente é nosso!

Quem sabe um empréstimo da felicidade...

(O preto e branco desbotaram)

Acabou o tempo!

(Vanessa Soares / Gracianny Bittencourt – A moça)